AS MULHERES NO CENÁRIO DA MÚSICA ELETRÔNICA - E-Music Station

AS MULHERES NO CENÁRIO DA MÚSICA ELETRÔNICA

Written by on 11 de abril de 2020

Descoberta

Muito se engana quem pensa que os envolvidos na origem da e-music eram somente homens, muitas das pioneiras na cena eletrônica foram mulheres, diversas compositoras desenvolveram a música eletrônica desde os primórdios de seu surgimento, bem como popularizaram o gênero e ajudaram no surgimento de novos estilos.

História

Em 1954, Else Marie Pade, musicista, educada como pianista na Royal Danish Academy of Music, se tornou a primeira compositora dinamarquesa de música eletrônica e concreta. Pouco tempo depois foi voluntária durante a Segunda Guerra Mundial.

Else é um exemplo de muitas mulheres que fizeram a diferença em tempos difíceis. Sem dúvidas, os artistas mais inovadores de todos os sons eletrônicos são mulheres e que sua história raramente é contada. No início dos anos 80, quando o disco e o funk começaram a ser sintetizados por Engenheiras de Som, seus trabalhos foram  incluídos na música eletrônica inicial em gêneros como Italo, boogie, industrial, new wave e EBM. 

Festivais 

Não existe um registro oficial da primeira DJ mulher, porém a algum tempo as mulheres vem abrindo caminho nas cabines de DJ, hoje em dia imaginar um festival sem elas no line-up é algo fora de cogitação.

Notei pessoalmente um número crescente nos festivais em comparação com anos anteriores. Isso se deve ao fato de o tema da igualdade na indústria da música estar em bastante discutição na mídia nos últimos anos, os bookers estão mais conscientes, acho que isso é algo a ser comemorado. No futuro, é importante que todos os aspectos da indústria da música estejam trabalhando em prol da igualdade, trabalhando melhor com o indivíduo.

Claramente, não há escassez de talentos femininos no mundo dos DJs, nomes como Nina Kraviz tem se destacando e crescendo a cada apresentação. Nina como qualquer outro artista feminino, enfrentou muitos obstáculos na indústria da música eletrônica e sua competência técnica mostrou que genialidade em mixagens não é herança dos homens.

No Brasil 

Com a liberdade de expressão aliado a competência as mulheres estão cada vez mais forte no Brasil, temos vários exemplos de sucesso no mundo empresarial, na cena eletrônica não é diferente, atualmente existem djs e produtoras  da cena brasileira sendo requisitadas em eventos nacionais e internacionais, com presença em palcos de países como Alemanha, Egito, França, Finlândia, Hungria, México, e é claro, nos principais eventos em terras tupiniquins como: Universo Paralello, Soulvision, Green Valley, Kaballah e Tribe.

No campo da produção musical, artistas registram diversos lançamentos em gravadoras renomadas emplacando vários hits pelos principais streamings em que lançam seus trabalhos. Concordamos que existem ainda muitos nomes que deveríamos citar e que a presença da mulher no universo da música eletrônica ainda é tímida. 

Recentemente conversei com a DJ Patricia Luna sobre este tema, DJ experiente, expôs muito bem em poucas palavras a realidade, não só no Brasil como no mundo.

O intuito aqui é dar destaque e valor ao trabalho dessas profissionais que mandam um som pesado e fazem as vibez das pistas por onde passam!

Conclusão

Bons DJs são bons, independentemente do sexo, e quando penso em alguns dos melhores sets que já vi, muitos deles foram realizados por mulheres, as coisas vêm melhorando, mas este ainda é um mundo bem masculino, e a cena eletrônica é apenas mais um dos campos e com certeza elas vieram para quebrar essa corrente.

Como de costume, sempre ao final do artigo acrescento um set mix,  e quem nos presenteia é a DJ Patricia Luna com um set de techno hipnótico, introspectivo, abstrato, sério, obscuro, intenso e dançante. 

E ae gostaram ?  Até o próximo artigo 👊

 

 


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